Competições de Canções
Na minha opinião, a edição do Festival da Canção que está a decorrer nestas semanas é a melhor que o país tem há já alguns anos. Em minha casa é comum ver a competição da EuroVisão todos os anos, mas só depois da vitória do Salvador Sobral é que vivo muito mais avidamente este festival. Estou cansado de momento, mas ainda há humor para poder ouvir o festival em direto. A seleção de músicas este ano parece vir de um desenvolvimento duma tendência que tenho notado nos últimos tempos e que parece um fenómeno internacional: a adaptação de elementos folclóricos para um som mais moderno. Faz muito sentido porque isto seja algo habitual hoje em dia. Com a grande cultura da Europa e passando por todos os sofrimentos que se têm sentido em termos políticos, sociais, económicos, etc, é um resguardo estar a imaginar um tempo diferente em que se baseia no imaginativo duma outra "simplicidade", mas como os sons já se encontram muito fora de data, tem de haver uma adaptação contemporânea com a adição de uma batida criada em software, sobreposta em alguns acordeões e uns "orali-lo-lé"s. É muito fácil cair na simplicidade deste modelo, e é possível perceber quais músicas são mal executadas e diferenciá-las do bom que, no meu ver, tem de ser mais inovativo do que a fórmula apresentada anterior. Este ano temos algumas músicas assim e penso que no festival da EuroVisão conseguimos ficar bem representados com uma dessas. Nos últimos anos não sentia isso, especialmente no anterior, era claro que a canção da Mimicat foi a melhor apresentada. Agora também é tão importante uma forte performance acompanhada da música, que acabou por ser um novo espetáculo na competição europeia. Com a gravação em direto, as tecnologias de palco, ecrãs e edição, assim como uma pomposa coreografia definida por um profissional, acabam por saltar muito na perceção que se tem da atuação das canções. Não estou com mais paciência para escrever, mas acho que correu bem...
-TeT
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